Golpes de Pê

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Sexta-feira, Maio 09, 2008



Se você tivesse percebido meus olhos, teria visto que eu queria ficar, e, se acaso você não tivesse, de súbito, atravessado a rua correndo, seria descortinado o meu querer passar pela rua com você e, não! Ah...E não, ter que te ver partindo desesperadamente sem saber os porquês, poréns e entretantos do que EU buscava ali.
Morri!




Lançado em dispersão pôr Castanheira,Clarice 8:02 PM

Tem o mote e tem a glosa!

Quarta-feira, Março 21, 2007


Sufoco paralítico / Variações sobre o mesmo tema.

Sufoco o ar, com o peso das mãos:
controlando meu corpo, com os olhos pro chão.

Sinto o peso corpóreo do absurdo.
Reluto contra quaisquer equívocos de palavras.

Exposição de frente, no ar.
Olhares de fundo, sem enxergar.

Paga-se o preço do vazio.
Recebo de troco: quietação alienante.

Paralisia.
Realmente não há o que fazer?

A simples ambição, não basta.
Envolvimentos quantitativos presenciais.

Correndo, eu fujo de mim mesmo
ou de você?

Usurpando de engodos, eu abro qualquer porta
ou me deparo com a solidão de um púbere-egoísta?

Meus argumentos friamente arquitetados permitem-me esquivar às regras?
Ou seria mera conveniência de quem quer achar motivos pra esvaí de culpas?

Eu tento e tento e tento e não saio do lugar.
Eu corro e fujo e desvio e não me movo um só centímetro.

Eu mexo nas gavetas, eu saio do suplício e me deparo com a tortura
do inegável, não querer fugir.

Fale-me do que estou falando.
E, cuspa o enfado errático em minhas mãos.

Você me deixa ir embora e me deixa escolher a hora de voltar.
Você vascoleja, mistura e continua inerte ao que foi feito.

Cruel demais é ter que escolher.
Com culpa demais para depois, se recolher.

Será que eu quero mesmo?
Será que serei sempre atriz?

Disponha minhas cenas, agora, por favor!
E, me deixe dormir, sem rancor!

Lançado em dispersão pôr Castanheira,Clarice 12:22 AM

Tem o mote e tem a glosa!


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